O câncer de ovário é um tipo de câncer que começa no ovário. Os ovários são os órgãos reprodutores femininos que produzem os óvulos.
O câncer de ovário é o quinto tipo de câncer mais comum entre as mulheres e causa mais mortes que qualquer outro tipo de câncer nos órgãos reprodutores femininos.
A causa é desconhecida.
Aparentemente o risco de desenvolver câncer de ovário é afetado por diversos fatores. Quanto mais filhos uma mulher tiver e quanto mais cedo ela der à luz, menor é o seu risco de contrair câncer de ovário. Determinados defeitos nos genes (BRCA1 e BRCA2) são responsáveis por uma pequena quantidade de casos de câncer de ovário. Mulheres com um histórico pessoal de câncer de mama ou histórico familiar de câncer de mama ou de ovário apresentam um risco maior de contrair câncer de ovário.
Mulheres que fazem somente reposição de estrogênio (sem progesterona) por cinco anos ou mais parecem ter mais risco de desenvolver câncer de ovário. No entanto, as pílulas anticoncepcionais diminuem o risco de câncer de ovário.
Estudos sugerem que os medicamentos para fertilidade não aumentam o risco de câncer de ovário.
As mulheres mais velhas são as que apresentam mais risco. A maioria das mortes por câncer de ovário ocorrem em mulheres com 55 anos ou mais.
Um exame físico pode revelar um abdômen inchado e líquido na cavidade abdominal (ascite). Um exame pélvico pode revelar uma massa no abdômen ou em um dos ovários.
O exame de sangue CA-125 não é considerado um bom teste de triagem do câncer de ovário. Entretanto, ele pode ser feito se a mulher:
Outros testes que podem ser realizados incluem:
Uma cirurgia, como a laparoscopia pélvica ou a laparotomia exploradora, pode ser realizada a fim de avaliar os sintomas e fazer uma biópsia para ajudar a chegar ao diagnóstico.
Nenhum exame de laboratório ou de imagem demonstrou até hoje ser capaz de diagnosticar o câncer de ovário nos seus estágios iniciais.
Normalmente, os sintomas do câncer de ovário são muito vagos. As mulheres e seus médicos frequentemente colocam a culpa dos sintomas em outras doenças mais comuns. Quando o câncer é finalmente diagnosticado, o tumor muitas vezes já se espalhou para outros órgãos.
Procure seu médico se apresentar os sintomas a seguir diariamente por mais de algumas semanas:
Outros sintomas também acompanham o câncer de ovário. Entretanto, esses sintomas também são comuns em mulheres que não têm câncer:
Outros sintomas que podem ocorrer com essa doença:
Marque uma consulta com seu médico se você estiver com mais de 40 anos e não tiver feito um exame pélvico recentemente. Os exames pélvicos de rotina são recomendados para todas as mulheres com mais de 20 anos.
Marque uma consulta com seu médico se apresentar sintomas de câncer de ovário.
A cirurgia é usada para tratar todos os estágios do câncer de ovário. Nos estágios iniciais, ela talvez seja o único tratamento possível. A cirurgia envolve:
A cirurgia feita por um especialista em câncer do aparelho reprodutivo feminino tem o maior índice de sucesso.
A quimioterapia é usada após a cirurgia para tratar de qualquer resíduo da doença. Ela também pode ser usada se o câncer reincidir. A administração da quimioterapia pode ser feita nas veias ou, algumas vezes, diretamente na cavidade abdominal (intraperitonial).
A radioterapia é raramente usada em casos de câncer de ovário nos Estados Unidos.
Após a cirurgia e a quimioterapia, as pacientes devem fazer:
O câncer de ovário é raramente diagnosticado nos seus estágios iniciais. Ele geralmente está muito avançado quando o diagnóstico é feito.
Não existe uma recomendação padrão para fazer a triagem do câncer de ovário. Fazer a triagem de mulheres com ultrassom pélvico ou exames de sangue, como o Ca-125, não é eficiente nem recomendado.
O teste BRCA pode ser feito em mulheres com alto risco de câncer de ovário.
A remoção dos ovários e das trompas de mulheres que apresentam mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 pode diminuir o risco de desenvolver o câncer de ovário, embora ele possa se desenvolver em outras áreas da pelve.
Fontes e referências:
Mørch LS, Løkkegaard E, Andreasen AH, Krüger-Kjaer S, Lidegaard O. Hormone therapy and ovarian cancer. JAMA. 2009;302:298-305.
National Comprehensive Cancer Network. National Comprehensive Cancer Network Clinical Practice Guidelines in Oncology: Ovarian Cancer. 2009;v.2.
Jensen A, Sharif H, Frederiksen K, Kjaer SK. Use of fertility drugs and risk of ovarian cancer: Danish population based cohort study. BMJ. 2009;338:b249.
Berek JS, Chalas E, Edelson M, Moore DH, Burke WM, Cliby WA, et al. Prophylactic and risk-reducing bilateral salpingo-oophorectomy: recommendations based on risk of ovarian cancer. Obstet Gynecol. 2010 Sep;116(3):733-43.
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