Câncer de mama pode afetar a vida sexual feminina

70% das mulheres que tiveram a doença enfrentam problemas na hora do sexo

Por Minha Vida - publicado em 28/09/2010


Um novo estudo mostrou que 70% das mulheres que tiveram câncer de mama passam por problemas sexuais depois de que a doença já foi curada. Realizada com mais de 1700 mulheres, a pesquisa feita pela Monash University e publicada no Journal of Sexual Medicine descobriu que as disfunções sexuais acontecem com mais frequência até dois anos após o diagnóstico.

Mais de 80% delas responderam um questionário afirmando que tinham uma vida sexual ativa e satisfatória antes da doença. Mas, mesmo depois de retirarem o câncer, 70% delas agora têm problemas sexuais. O principal motivo, segundo os autores do estudo, é causado pela preocupação sobre o corpo que as mulheres desenvolvem depois de passar pela cirurgia de retirada da mama.

A insegurança sobre como o parceiro vai reagir afeta o psicológico da mulher, e acaba diminuindo a qualidade do sexo para a mulher. Além disso, remédios específicos para câncer de mama podem ter como efeito colateral, sintomas relacionados à menopausa, como ondas de calor, suor noturno, o que causa problemas para a vida sexual.  

Terapias endócrinas, em particular os que controlam os níveis de aromatase - enzima que controla a produção de estrógeno - podem também piorar esses sintomas de menopausa.

De acordo com o estudo, a maioria das mulheres pode voltar a ter uma vida sexual satisfatória. O primeiro passo é procurar ajuda psicológica, que ajudará no processo de adaptação às novas características do corpo. Outras medidas como alimentação adequada, atividades físicas, cuidados médicos e principalmente ter planos para o futuro, mantêm a autoestima e melhoram a vida sexual.  

Previna-se

A segunda maior causa de mortalidade entre as mulheres, o câncer de mama, quando diagnosticado e tratado precocemente, aumenta em muito as chances de sobrevivência das pacientes. As mulheres podem e devem ter participação ativa nesta detecção ao realizarem avaliações regulares com mamografias e exames clínicos da mama e até mesmo pelo autoexame diário e/ou mensal.

Deve-se lembrar que um autoexame mensal não substitui a mamografia de triagem ou os exames clínicos de mama realizados por um profissional da saúde em mulheres acima de quarenta anos.

Uma mamografia de triagem é a melhor ferramenta disponível para detectar precocemente o câncer de mama, antes mesmo do surgimento de sintomas. Estudos demonstram que a realização de mamografia de triagem diminui o risco de morte pelo câncer de mama.  



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