Aprenda a comer salada: quanto mais colorida, melhor

Acertar na combinação é essencial para a saúde

Por Minha Vida


Quer ter uma vida mais longa e saudável? O primeiro passo é começar pelo prato. Mais precisamente, com uma bela porção de salada. A combinação certa de verduras e legumes é essencial à nutrição e à saúde.

No entanto, um levantamento do Ministério da Saúde realizado em abril deste ano mostra que as hortaliças estão presentes no prato de apenas 30,4% dos brasileiros. Uma pena, já que as vantagens de incluí-las na dieta são enormes. Na hora de montar uma refeição, pense na salada como uma liquidação de shopping: você compra mais pela metade do preço e no final sobra satisfação. Ao montar um bom prato com legumes e hortaliças, você consome fibras, vitaminas e minerais por poucas calorias e, no final da refeição, sente que o organismo está saciado. 

Saiba como escolher os itens da sua salada

 Mas é preciso cuidado na escolha dos alimentos. Algumas combinações podem ser verdadeiras ciladas, como explica a nutricionista Carolina Mesquita. A especialista aconselha a ficar longe dos molhos que contenham leite. "O cálcio compete com o ferro e atrapalha sua absorção. Evite também tudo que contém gordura e alto teor de sódio, responsáveis por doenças cardiovasculares e hipertensão arterial".

Na hora de temperar, dê preferência ao azeite (no máximo duas colheres de sopa) e ao limão. Segundo Carolina, a fruta é rica em vitamina C, que ajuda na absorção de ferro.

Usar o limão como tempero pode ser uma boa pedida também para quem quer perder uns quilinhos extras. Uma pesquisa divulgada no Journal Pharm Biomed Analysis em 2010 apontou que o limão facilita o metabolismo das gorduras e diminui a síntese de colesterol e de triglicérides.

Saiba como compor a sua salada
A regra do "quanto mais colorido melhor" está valendo também na hora de escolher os itens que irão compor sua salada. Dependendo de suas escolhas, ela valerá por uma refeição. E o melhor: repleta de vitaminas e elementos importantíssimos ao corpo, já que os ingredientes costumam ser crus e, quando aquecidos, invariavelmente perdem parte de suas propriedades nutricionais.

A nutricista Larissa Cohen, do espaço Stella Torreão, explica que o prato completo deve ser composto por folhas diversas, pelo menos um tipo de legume colorido (cenoura, beterraba, chuchu, quiabo, vagem, etc), um tipo de cereal ou tubérculo (massa, arroz integral, crouton de pão integral, batata, inhame ou aipim), um tipo de leguminosa (feijão, grão de bico ou ervilhas) e uma proteína (carne, peixe, frango, ovo ou soja).


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